Wednesday, July 15, 2009

Cartón

Problema básico de se fazer compras no exterior com cartão de crédito brasileiro:

Você compra pensando no dólar a menos de 2 reais. Aí bem no dia em que fecham a tua conta, o dólar sobe. E, como em um passe de mágica, você extrapola o limite do diabo do cartão. Aí bloqueiam o infeliz porque você fez besteira. Ueeba!

E olha que nem foram compras divertidas, daquelas que você pensa "ah, tudo bem, passei do limite, mas que este vestidinho ficou tudo de bom com estes sapatos e esta bolsa, isso ficou".

Tuesday, July 14, 2009

Turistolândia


Depois de um longo e tenebroso inverno de cinco dias, aqui estamos nós novamente. No fim de semana vestimos nossa fantasia de turistas e fomos explorar a cidade.

Sábado foi dia de Brooklyn. Cruzamos a ponte a pé, com um sol dos infernos na cabeça. O bom é que venta lá em cima, então não fica tão infernal. Uma coisa curiosa daqui é que tem muito ciclista, e os ciclistas têm um instinto meio assassino. Eles vêm que vêm, e você que pule fora do caminho. Na sexta, a gente viu uma patinadora ser atropelada por um ciclista. Quer dizer, a gente ouviu o barulho, e vimos a confusão. Não sei de quem foi a culpa, mas enquanto a mulher ainda estava no chão, machucada, o cara de bicicleta ficou dando esporro nela. Ele nem ao menos desceu da bicicleta pra ajudá-la a levantar. Estávamos longe, então não dava pra ouvir o diálogo, mas eu sei que, de repente, o cara deu meia volta e saiu voando de bicicleta. o cara fugiu!!!! não acreditei. a patinadora também pareceu não acreditar, demorou uns segundo olhando pro nada, levantou de um pulo só e foi patinando atrás do cara, berrando. Um outro patinador - que depois descobri que estava com ela - também tentou pegar o ciclista idiota, em vão. Foi bem emocionante.

Bom, mas voltando à ponte do Brooklyn. A pista é dividida por uma faixa branca: o lado direito é pros andantes, e o lado esquerdo é pros ciclistas. Mas turistas não são andantes comuns. Eles não prestam muita atenção pra faixas brancas e sinalizações em geral. Então toda hora algum turista distraído ia andando distraidamente no lado dos ciclistas, e lá vinha um ciclista voador, berrando, apitando, fazendo sinais. E o turista levava um mega susto e dava um pulo pro outro lado. É meio assustador levar uma apitada no ouvido.

Chegando ao outro lado da ponte, seguimos ao nosso destino final: o Dumbo! Dumbo é um acrônimo para "Down Under the Manhattan Bridge Overpass". E "acrônimo" é uma palavra que eu fui forçada a aprender em Nova York, porque aqui tem muitos acrônimos. Tribeca, por exemplo, significa "Triangle Below the Canal" - porque é a área logo abaixo da rua Canal. Não sei se é em formato de triângulo, mas deve ser, já que o acrônimo diz que é. O Dumbo é um bairro legalzinho, com umas pracinhas na beira do rio e uma lojinha de chocolate fantástica, onde tem o melhor cookie do mundo. Sem exageros. Chama Jacques Torres Chocolate. O bom do cookie é que ele não tem gotas de chocolate, mas camadas de chocolate entre as camadas de biscoito. Então o biscoito e o chocolate se unem de um jeito único e perfeito. E eu já estou com água na boca só de escrever isso.

No domingo foi dia de Chinatown - sério, gente, 25 de Março perde. Nunca vi tanto muambeiro junto. Fugimos de Chinatown e paramos em Roma, ops, Little Italy. Little Italy é igual às ruas cheias de restaurantes em Roma, com as toalhas de mesa cafonas, as paredes com cores cafonas, os caras no meio da ruas te chamando pra entrar nos restaurantes... ai, que saudade da Itália! Então decidimos comer em Roma. Depois fomos procurar um sorvete que o Lonely Planet indica. Sério, gente, é o melhor sorvete de chocolate do mundo. Eu pedi um de framboesa e me arrependi. O de chocolate do Tiago estava fantástico. Recomendo. O lugar chama Il Laboratorio del Gelato e funciona numa janela. As pessoas fazem fila na rua.

E agora chega de fim de semana. Daqui a pouco conto da nossa segunda-feira - e vai ser neste momento que este blog irá virar um blog gastronômico.

Thursday, July 9, 2009

R.I.P.

Este post não tem nada a ver com NY. Eu estava apenas pensando: Michael Jackson tem passeado bem depois que morreu. Como em vida ficava sempre fugindo dos paparazzi, agora anda soltinho por aí, e nem tem que se preocupar com burocracias ou logística.

Outro dia, um vídeo da CNN em que uma sombra aparece andando por Neverland, rancho do cantor na Califórnia, espalhou-se pela internet. Hoje eu li que outra sombra foi vista - desta vez em Malambo, no Caribe colombiano. Uma mulher ensinava aos filhos os passos de dança do "rei do pop" quando as crianças viram uma sombra atrás dela, e todos sentiram cheiro de formol. buuuuuu...

Em Cabedelo, na Paraíba, manchas escuras apareceram na parede de um bar - segundo testemunhas, as manchas, que surgiram depois de uma chuva, formam o rosto do cantor. Agora, tem fila pra fotografar a parede.

Eu não sei se fantasmas existem ou o que acontece depois da morte, mas que Michael Jackson anda bem saidinho, ah, isso anda.

Boletim ao vivo

Estamos com fome. Queremos almoçar, e a comida está acabando. (Temos que ir ao mercado hoje). Encontrei uma lata de atum no fundo do armário e decidimos fazer macarrão com atum, um prato clássico da culinária do casal.

Agora vem o problema: não conseguimos abrir a lata. Comprei um abridor e há três semanas não conseguimos entender como ele funciona. Há três semanas que tento abrir uma lata de milho para botar na salada e também não consigo. É muito irritante, e também muito intrigante. O abridor não faz sentido, simplesmente não faz sentido. Arrrrgh.

Pronto, desabafei. Ufa.

Tuesday, July 7, 2009

UóUóUóUóUóUóUóUó

Tá na Folha de S. Paulo de ontem:

O barulho do transporte público pode prejudicar a audição de alguns passageiros. Foi o que mostrou um estudo feito em Nova York e publicado no "American Journal of Public Health". O ruído na plataforma do metrô chegou a 102 decibéis -mais alto do que o de uma motosserra. Nos ônibus, a média foi de 75 decibéis. Barulhos de 80 decibéis ou mais são potencialmente danosos. O risco é maior para quem usa transporte público todo dia e por um longo período.

Mas não foi o ruído do metrô o que mais nos incomodou até agora; foi a profusão de sirenes pela cidade. É impressionante como, a todo minuto, surge uma sirene berrando nos nossos ouvidos. Outro dia estávamos num bar, sentados numa mesa na calçada, e primeiro passou uma ambulância, cinco minutos depois veio um carro de bombeiros, e, logo atrás, um carro de polícia. Todos berrando. O Tiago sempre acha que é mentira, que eles não estão no meio de uma emergência, que é impossível ter tanta emergência assim. Eu também acho. Deve fazer parte da megalomania americana de que tudo tem que ser maior e melhor. Algo como "Ei, se temos uma sirene aqui, por que não usar?".

Sunday, July 5, 2009

Happy New Year!

Ontem fomos ver os fogos de artifício de comemoração do 4 de Julho (que eu cismo em chamar de 4 de Setembro, não sei porquê). Fomos nós, a torcida do Flamengo e a do Corinthians, todo mundo junto. Os fogos, este ano, foram no rio Hudson, em balsas colocadas entre as ruas 23 e 54 (ou algo assim, não lembro direito). Sei que pesquisei no jornal os melhores lugares para ver o "eveinto" e lá fomos nós em direção ao metrô.

O esquema de segurança é tão pesado que os policiais vão fechando as ruas para os pedestres quando acham que ali já tem gente demais. E vão fechando as avenidas também. Ou seja, não conseguimos nem chegar perto do rio. Ficamos em uma avenida lotada de gente, mas que a polícia não tinha fechado para os carros (muuuuito inteligente). Aí ficou aquela confusão básica, com carros e ônibus querendo passar, uma galera sentada no chão fazendo piquenique no meio do asfalto, o resto do povo tentando arrumar um lugarzinho menos apertado e os policiais, em cima de cavalos, achando que estavam conseguindo impor alguma ordem.

Bom, finalmente começa o show de fogos, marcado para às 21h25 (não me perguntem a razão do horário). Não tem contagem regressiva, não tem nada. Tá todo mundo conversando, e de repente começa. Aí todo mundo pára (este acento eu me recuso a eliminar), aplaude um pouco e fica em silêncio. Não rola uma animação, ninguém se abraça. Quando tem um fogo mais potente, o povo faz um "Oohhh". E pronto. Eu até soltei um "Uhuuuu", mas o Tiago mandou eu ficar quieta antes que achassem que eu era maluca.

Quando os fogos param de pipocar no céu, todo mundo aplaude e vai embora - andando devagarinho, porque é muita gente junta. E acabou.

Então podemos fazer uma pequena equação:

Reveillon em Copa - a praia - o álcool - a animação + todo o perrengue = Fogos do Dia da Independência em NY

Thursday, July 2, 2009

Holiday, Celebration

Amanhã é feriado por aqui. 3 de julho. Alguém sabe o que é comemorado em 3 de julho? Alguém? Bom, pelo que pudemos entender, nada é comemorado em 3 de julho. Amanhã é feriado simplesmente porque... sábado é feriado. Sim, 4 de julho, o Dia da Independência dos EUA, quando os americanos festejam com piqueniques e fogos de artifício. (sei dos piqueniques e fogos por conta da minha cultura cinematográfica, por sinal).

Mas voltando ao assunto. Basicamente, porque um feriado cai no sábado, eles "enforcam" - ou "emendam", como se diz em São Paulo - a sexta-feira. E é por isso que esse país não vai pra frente.